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Saiu no Imprensa Livre - Edição de 31/10/2009 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Odair Bruzos   


Amor não é substantivo

 

 

Há  pontos que resumem tudo.  Alguns estão em textos fundamentais, como a Bíblia.

É o caso, por exemplo, de um que já comentei, segundo o qual a Verdade liberta.

Na Bíblia também há um outro ponto básico: o mal não é  o que entra no homem, mas o que sai dele.

A Verdade, aliás, vai mais longe, ainda: não existe Bem ou Mal.

Álcool, tabaco, gorduras, carne, ganância, inveja, nada disso é do Bem ou do Mal.  A pessoa que ingere álcool é quem pode estar agindo de forma a causar mal a si ou aos outros.  O álcool, porém, é neutro: ele tanto pode ser usado como um brinde à alegria, como também pode ser  um método de fuga da Vida.  Desejar ter algo similar ao que outra pessoa tem pode atuar como um estímulo ao trabalho honesto, com o fim de ser obtido esse algo.  Ou pode ser mera cobiça geradora de ressentimento.

O Bem, portanto, é criado por nós; só pode ser criado por nós.  Não é um dado, mas sim um construído, construído a cada segundo.

Tudo pode ser uma bênção (ou uma maldição).  A escolha é nossa.

Quando optamos pela divisão entre o que julgamos ser nosso Eu e a Vida, o mal entra em cena.

Quando temos a convicção de que somos Um com a Vida, o Bem pulsa; a Música toca; tudo se transforma numa divina bênção: acariciar um gato de rua que nos procura em busca de carinho; confortar uma pessoa amiga que teve uma perda; elogiar a vitória de uma pessoa que amamos.

A Vida é como um livro que escrevemos a todo instante.  Passamos os anos preocupados com o enredo, o papel, a caneta, a tinta, a encadernação.  Buscamos aprender a escrever sem erros.  Buscamos uma editora, uma livraria, um milhão de leitores para o nosso livro, o primeiro lugar na lista dos mais vendidos.  São tantas regras, desejos, objetivos, que o prazer de escrever desaparece.  E o pior de tudo: na noite de autógrafos, percebemos que nos preocupamos com tantas coisas, que as páginas ficaram em branco.  Que desperdício...

O importante, mesmo, é que sejamos Um com as pessoas que, no decorrer da Vida, irão ajudar-nos a escrever nosso livro: da nossa Mãe ao coveiro.

Viver de verdade é sentir, o tempo todo, a música nos convidando a dançar.

Amor é verbo.

Amor não é substantivo

Há  pontos que resumem tudo.  Alguns estão em textos fundamentais, como a Bíblia.

É o caso, por exemplo, de um que já comentei, segundo o qual a Verdade liberta.

Na Bíblia também há um outro ponto básico: o mal não é  o que entra no homem, mas o que sai dele.

A Verdade, aliás, vai mais longe, ainda: não existe Bem ou Mal.

Álcool, tabaco, gorduras, carne, ganância, inveja, nada disso é do Bem ou do Mal.  A pessoa que ingere álcool é quem pode estar agindo de forma a causar mal a si ou aos outros.  O álcool, porém, é neutro: ele tanto pode ser usado como um brinde à alegria, como também pode ser  um método de fuga da Vida.  Desejar ter algo similar ao que outra pessoa tem pode atuar como um estímulo ao trabalho honesto, com o fim de ser obtido esse algo.  Ou pode ser mera cobiça geradora de ressentimento.

O Bem, portanto, é criado por nós; só pode ser criado por nós.  Não é um dado, mas sim um construído, construído a cada segundo.

Tudo pode ser uma bênção (ou uma maldição).  A escolha é nossa.

Quando optamos pela divisão entre o que julgamos ser nosso Eu e a Vida, o mal entra em cena.

Quando temos a convicção de que somos Um com a Vida, o Bem pulsa; a Música toca; tudo se transforma numa divina bênção: acariciar um gato de rua que nos procura em busca de carinho; confortar uma pessoa amiga que teve uma perda; elogiar a vitória de uma pessoa que amamos.

A Vida é como um livro que escrevemos a todo instante.  Passamos os anos preocupados com o enredo, o papel, a caneta, a tinta, a encadernação.  Buscamos aprender a escrever sem erros.  Buscamos uma editora, uma livraria, um milhão de leitores para o nosso livro, o primeiro lugar na lista dos mais vendidos.  São tantas regras, desejos, objetivos, que o prazer de escrever desaparece.  E o pior de tudo: na noite de autógrafos, percebemos que nos preocupamos com tantas coisas, que as páginas ficaram em branco.  Que desperdício...

O importante, mesmo, é que sejamos Um com as pessoas que, no decorrer da Vida, irão ajudar-nos a escrever nosso livro: da nossa Mãe ao coveiro.

Viver de verdade é sentir, o tempo todo, a música nos convidando a dançar.

Amor é verbo.

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